Gestão do Trabalho em Saúde na Amazônia Legal

Enquanto no Brasil a média nacional é de um médico para 1.712 habitantes, na região da Amazônia essa taxa é bem inferior: chega a um médico para cada 8.400 habitantes. Em alguns municípios, sequer há médicos disponíveis, e é preciso contratar profissionais estrangeiros. As diferenças não param por aí. O setor público é responsável por 74% da oferta de trabalho em saúde, a taxa de leitos por habitante é a menor do país e a região possui a menor cobertura de serviços de saúde, se comparada com as demais regiões brasileiras. Por isso, a adoção de estratégias de desenvolvimento regional com vistas à diminuição de desigualdades, de equalização de oportunidades e da correção de iniquidades entre as regiões se constitui em imenso desafio para o desenvolvimento integrado do país. Na Amazônia, a complexa e necessária articulação entre o desenvolvimento local com o âmbito macro das políticas socioeconômicas do país é uma das diretrizes que deve ser buscada pelos formuladores de políticas públicas. O Plano de Ações da Saúde para a Amazônia Legal, elaborado pelo Ministério da Saúde, tem entre seus eixos a educação e o trabalho em saúde e a gestão descentralizada e participativa. No que se refere à área de Educação e Gestão do Trabalho, os principais problemas são: a deficiência na formação e a ausência de educação permanente para os trabalhadores, gestores e conselheiros de saúde; a ausência de política de gestão do trabalho que atenda aos princípios e às diretrizes do SUS; a precariedade das estruturas gestoras para a efetivação das funções de gestão, planejamento, programação, regulação, controle e avaliação; e a baixa qualidade dos dados, além de dificuldades no fluxo de informações.

Área Temática:
Gestão do Trabalho
Autor:
MOTA, M. de A.
OLIVEIRA, E. S.
MACHADO, M. H.
Período:
2005 a 2009