Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde

A implementação de políticas de emprego e recursos humanos em saúde focadas na formação e na qualificação de trabalhadores de nível técnico e auxiliar sem qualificação superior para atender às necessidades da rede ambulatorial e não somente aos hospitais teve início no fim dos anos 1970. Foi quando se observou o aumento de trabalhos interministeriais destinados a estudar a questão da formação dos recursos humanos em saúde no Brasil, com foco central no âmbito da formação/preparação de trabalhadores, sua distribuição territorial e a integração ensino/serviço. Já as décadas de 1980 e 1990 foram caracterizadas, no setor saúde, por inovações e transformações. As teses e discussões da 8a Conferência Nacional de Saúde foram incorporadas, quase que em sua totalidade, na Constituição de 1988, e a regulamentação dos artigos constitucionais referentes à saúde instituíram o Sistema Único de Saúde e representaram a incorporação ao sistema de uma nova forma de pensar, estruturar, desenvolver e produzir serviços e assistência em saúde, na qual as diretrizes da universalidade de acesso, da integralidade, da equidade, da participação da comunidade e da descentralização passam a presidir as ações e as decisões. É nesse período que nasce o Conass. Entre seus objetivos está a busca de soluções mais compatíveis com os aspectos que organizam o mundo do trabalho e com os mecanismos de gestão pública que integram o Estado brasileiro. Graças a seu papel estratégico e dinamizador nos processos de mudanças no campo da gestão do trabalho, o Conass tem trabalhador para dirimir problemas herdados desde antes do advento do SUS e que apontam para a necessidade da construção de uma agenda para a gestão do trabalho e da educação no SUS com o incremento de práticas gerenciais que busquem a construção de consensos e de negociação.

Área Temática:
Gestão do Trabalho
Autor:
MOYSES, N. M. N.
Período:
2005 a 2009