Monitoring Inequalities in the Health Workforce: the Case Study of Brazil 1991-2005
Tanto a quantidade quanto a distribuição de profissionais de saúde em um país são fundamentais para garantir o acesso equitativo aos serviços de saúde. Levando em consideração o caso do Brasil, foram medidas as mudanças nas desigualdades na distribuição da força de trabalho da saúde e listadas as fontes de desigualdades a nível subnacional para identificar se as políticas têm sido efetivas na diminuição das desigualdades e no aumento da densidade dos profissionais de saúde nas regiões mais pobres entre 1991 e 2005. Com as informações do Datasus 2005 e do Censo de 1991 e 2000, foram medidos os índices de Gini e Theil nas mais de quatro mil Áreas Mínimas Comparáveis (AMC) do Brasil para 1991, 2000 e 2005 visando investigar mudanças nas desigualdades nas densidades de médicos; profissionais de enfermagem; associados de enfermagem; e os profissionais de saúde comunitários por estados, quintis da pobreza e estrato urbano-rural para explicar as fontes de desigualdades. Os autores identificaram que as desigualdades aumentaram ao longo do tempo e que os médicos e profissionais de enfermagem são as categorias de profissionais de saúde que são distribuídos de forma mais desigual em todas as AMC. Os estados mais pobres experimentam a maior escassez de profissionais de saúde (abaixo da média nacional) e têm as maiores desigualdades na distribuição de médicos e profissionais de enfermagem (acima da média nacional) nos três anos. A maioria dos profissionais em áreas pobres são trabalhadores de saúde não qualificados. Este estudo destaca algumas questões críticas em termos de distribuição geográfica dos profissionais de saúde, e os novos métodos deram novos insights para identificar áreas geográficas críticas no Brasil. A eliminação da lacuna na força de trabalho da saúde exige políticas e intervenções a serem conduzidas no nível estadual focado em áreas pobres e rurais.