Human Resource Management and Public Sector Reforms: Trends and Origins of a New Approach

Este trabalho procura mostrar que as reformas do setor público, nos anos 1980 e 1990, subestimaram a importância da gestão de recursos humanos, na medida em que os reformistas enfatizavam a necessidade de reduzir o tamanho do aparato de Estado e travavam uma luta contra a burocracia estatal. A análise mostra que, após duas décadas de experimentos reformistas, medidas de correção estão sendo tomadas em vários países para restaurar a relevância da gestão de recursos humanos como uma política pública. Os governos perderam uma grande parte de sua habilidade de regular e de governar em razão dos efeitos combinados do downsizing e da negligência com a função de recursos humanos. Esforçam-se, agora, para corrigir esse erro de condução, e emerge uma nova tendência a colocar as questões de recursos em uma posição mais estratégica. Para isso, faz-se necessário buscar um equilíbrio entre velhas e novas ideias. Com base no estudo clássico de Weber, sobre o papel da burocracia, os autores entendem que tal equilíbrio pode ser encontrado por meio da gestão de recursos humanos, desde que essa seja aplicada como uma função política capaz de mediar as prerrogativas da burocracia e os direitos dos cidadãos. A interpretação aqui proposta é que a gestão de recursos humanos é uma função política para a regulação dentro e fora das agências públicas. Entende-se que essa análise requer uma mudança nos fundamentos teóricos que dão peso aos princípios da justiça, que devem governar o funcionamento das instituições públicas em uma sociedade democrática, e essa mudança deve começar com a compreensão do significado social de uma burocracia.

Área Temática:
Recursos Humanos
Autor:
NOGUEIRA, R. P.
SANTANA, J. P.
Período:
2000 a 2004